Cumplicidades

Há palavras que nos beijam, Como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança. De imenso amor, de esperança louca...

terça-feira, novembro 02, 2004

Infinitamente...


A dimensão de um grande amor no tempo e no espaço está para além de todas as unidades físicas de medida. No tempo mede-se em vidas e no espaço em universos.

Maria



Iluminas
a sombra dos meus dias
neste mundo que abrimos devagar
entre o corpo e a alma, sempre mais
secretos no abismo que os devora.

Maior do que este amor nada haverá
até ao fim dos tempos: os teus olhos
respondem ao destino, à sua eterna
graça que paira sobre as nossas vidas
agora a transbordarem numa única
razão feita de luz. a tua boca
inunda a minha língua com o sabor
de todos os sentidos que mergulham
a noite numa água sem retorno.

Para ti absorvo o hálito de um verão
em cada beijo cego, surdo e mudo
respirando de súbito em uníssono:
enigma revelado num só frémito,
insónia submersa que , em silêncio,
regressa pouco a pouco aos nossos braços
afogados na espuma do seu mar.

Perto do teu sorriso há uma fonte
embriagada e pura- meu amor,
dá-me esse coração, essa primeira
raiz de todo o fogo, esse relâmpago
onde cresce para nós a flor de um grito;
segreda-me às escuras mais um sonho
antes de adormeceres sobre o meu ombro.

Fernando Pinto do Amaral

28 Comments:

Blogger contadordehistorias said...

esse ombro nu, esconde o último desejo...
beijos maria

4:41 da tarde  
Blogger lique said...

Lindíssimo o poema e a tua introdução Maria. Tens razão, eu até acho que um grnde amor não tem unidades de medida. Beijinhos, amiga, estou de volta.

4:46 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Oi Maria, nem consegui comentar ontem, o coment não abriu para mim. Senti tanta falta dos teus belos textos, nesses dias de ausência "forçada". Adorei tudo, o post anterior e esse do amor, aliás aqui só aspiro o amor, tudo é amor e concordo que ele é maior que tudo, realmente.
Um grande abraço apertadinho de saudades e um beijo estalado na bochecha.

4:57 da tarde  
Blogger Carmem L Vilanova said...

Simplesmente lindo, Maria! Como sempre!
Uma vez mais, parabens!
Um lindo dia para ti!
Um forte abraco!
Carmem Lucia Vilanova

5:26 da tarde  
Blogger wind said...

Espectacular poema, sensível, lindo:) beijos:)***

5:37 da tarde  
Blogger Vera Cymbron said...

Seria mais fácil amar, se o amor com que se ama fosse medido em por alguma unidade de medida...

5:42 da tarde  
Blogger Luis Duverge said...

Seja na luz cintilante da estrela da nossa alma ou na escuridão do espaço absorvido
pela dor do sentimento mais terrível, onde como num buraco negro a matéria e a luz tudo
absorve, levando-nos para outra dimensão temporal. Será que o amor resiste a um buraco negro
e viaja no tempo ? Apetece-me esticar o braço e na ponta do dedo tentar tocar ...e viajar ...no tempo.

Apesar de hoje já ter escrito isto, acho apropriado e nunca demais escrever, porque falo contigo, comigo, com os que te lêem:
Não confundas o brilho de uma vela com o de uma estrela do céu, de início parecem iguais, dá tempo ao tempo verás que são muito... mesmo muito diferentes.

5:48 da tarde  
Blogger Alice said...

A luz que vibre
sobre o teu rosto
O mar que oscile
sob os teus ombros
O que me atinge
vem de mais longe
lá dos confins
em que te sonho

DMF

7:09 da tarde  
Blogger Yardbird said...

Gostei muito. Não conhecia o poeta, Maria. Obrigado por o trazeres. Beijos, semana feliz :-)

8:22 da tarde  
Blogger Luna said...

muito bonito, como sempre
beijos

9:47 da tarde  
Blogger amita said...

Gostei da tua introdução sobre a mensurabilidade do amor. Não conhecia o autor deste lindo poema. Bjinhos amiga

11:15 da tarde  
Blogger frog said...

Como sempre, fico perdido nas tuas palavras. Viajo nelas, sinto-lhes a doçura, ma perco-me no seu alcance... o que às vezes parece uma ausência, não é mais do que a busca exacta da sua dimensão. Mas diz-me tu, onde começa e acaba o teu universo...

Fica com um beijo

11:46 da tarde  
Blogger ognid said...

Olá. Bela escolha de poema e de fotografia. Gosto da relativização das dimensões que fizeste. Excelente. Beijinhos.

1:15 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

É verdade minha amiga; o Amor, os Sentimentos, as Emoções, estão para além de qualquer medida... simplesmente não se pode medir!
Quando muito, pode-se sentir a intensidade desses estados de "GRAÇA" de "ALMA"!!!
A imagem tá linda, tinha de ser, tu tens gostos, intuitivamente refinados.
Palavras de Fernando Pinto do Amaral (que não conheço), têm o "baloiço" da boca da Alma, que sente, e se ressente...
Beijo grande Maria...

In Loko

5:38 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

sem tempo digo que no tempo da vida, sempre parece pouco o tempo que temos para viver o amor.
mas no universo o tempo não se conta pois o universo é infinito, e um verdadeiro amor nunca termina por mais vidas que se passem.
beijos doces linda donzela com um sorriso universal

paulo povoa
http://frasesepoemas.blogs.sapo.pt

9:08 da manhã  
Blogger maat said...

infinitamente belo.

bj.

9:37 da manhã  
Blogger pipetobacco said...

{ ... tentei desesperadamente medir a dimensão de um grande amor no tempo e no espaço, mas em vão... empenho meu [entenda-se “tentativa”] na sua [minha] procura, decerto num universo físico, [tentativa errada], pois lá não a [o] encontro. infinitamente de alma aberta, neste universo [“paralelo”] de dimensão [“amor”], encontro, sim, em vácuo [espaço circunscrito sem matéria] dentro de nós [buraco negro]... na sua gravidade in[finita] e poderosa que nem a luz[entendimento] sai... até que o tempo[destorcido] o torne [ou não] num novo universo físico[em corpo] © de[mente] ... }{ beijos* }

9:44 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

medes muito bem o amor que sentes por alguém.

10:21 da manhã  
Blogger ccc said...

olá Maria. Espaços dimensionados e supostamentes demarcados com o tic-tac, unidades racionalistas, ... de nada nos servem para quantificar o sentir, a nossa vida interior.
um abraço

10:49 da manhã  
Blogger nobody said...

"A dimensão de um grande amor no tempo e no espaço está para além de todas as unidades físicas de medida. No tempo mede-se em vidas e no espaço em universos."
Muito, muito feliz esta frase! Optimista (se calhar), mas "infinitamente" agradável!

12:06 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Olha só Maria...como o mundo é pequeno.O texto que leste na almadepoeta( homem idoso)foi escrito a menos de 1km de ti.
Se quiseres ler coisas que escrevo aparece no msn celta27@hotmail.com ou escreve para este email.
Gosto de escrever...poesia essencialmente...mas muito mais de dividir...e nao te assustes com a proximidade... sou inofensivo e civilizado.
beijaaooo

12:10 da tarde  
Blogger Olhares said...

Parabéns Maria! Bonito Blog, bonito Sentimento, bonita forma de Amar!
Beijo

12:36 da tarde  
Blogger MARTA said...

Apenas para agradecer o comentário que fez à minha carta no Blogue das Cartas e convidar a visitar o meu próprio blog - Minha página - http://amartaeeu.blogspot.com.
Gostei muito de cá estar e voltarei com mais calma.
Obrigada
Um abraço
Marta

1:59 da tarde  
Blogger Emilio de Sousa said...

Já chego tarde. Gostei das dimensões. Muito. E o poema é excepcional. Não conhecia o autor. Há mais dele? A imagem foi muito feliz também. Beijo grande.

5:00 da tarde  
Blogger Nilson Barcelli said...

Belíssimo o texto que colocaste hoje.
Beijinho

ps: finalmente coloquei o link para o teu blogue

6:06 da tarde  
Blogger rfarinha said...

Amar para além do infinito... Quando amamos tornamo-nos imortais, sem terra, sem tempo... ;) Bjs

2:40 da manhã  
Blogger Lis57 said...

Olá Maria
Passei hoje pelo teu blog e gostei. Tens muita sensibilidade ao Amor, aqule que nunca se esquece.Não adianta tentarmos tirar alguém da cabeça,se nao nos sai do coração.
Um beijo, foi bom encontrar-te

8:53 da tarde  
Blogger 日月神教-向左使 said...

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2:35 da manhã  

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