Cumplicidades

Há palavras que nos beijam, Como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança. De imenso amor, de esperança louca...

terça-feira, outubro 19, 2004

O meu amor não cabe num poema

Quando estou só e da tua presença apenas tenho a memória vívida do teu Ser,
Envolvo-me nela , como se de uma manta se tratasse, até que voltes,
Cobrindo-me contra o frio da tua ausência, pensando:
Que amo eu em ti?
Teus olhos lindos mesmo quando chispam?
Tua boca fresca mesmo quando vocifera?
Teu cabelo negro mesmo revolto?
Tua doçura, tua inteligência, tua bondade?
Tua amargura, tua teimosia, tua crueldade?
O teu riso e o teu choro?
O teu coração imenso e a tua alva alma?
Não sei o que mais amo em ti... É o todo que me encanta,
E exprimi-lo nunca conseguirei completamente,
Nem com todas as palavras e afagos desta vida.

Maria


Fotos de Biquinha

O meu amor não cabe num poema ― há coisas assim,
que não se rendem à geometria deste mundo;
são como corpos desencontrados da sua arquitectura
os quartos que os gestos não preenchem.

O meu amor é maior que as palavras; e daí inútil
a agitação dos dedos na intimidade do texto ―
a página não ilustra o zelo do farol que agasalha as baías
nem a candura a mão que protege a chama que estremece.

O meu amor não se deixa dizer ― é um formigueiro
que acode aos lábios com a urgência de um beijo
ou a matéria efervescente os segredos; a combustão
laboriosa que evoca, à flor da pele, vestígios
de uma explosão exemplar: a cratera que um corpo,
ao levantar-se, deixa para sempre na vizinhança de outro corpo.

O meu amor anda por dentro do silêncio a formular loucuras
com a nudez do teu nome ― é um fantasma que estrebucha
no dédalo das veias e sangra quando o encerram em metáforas.
Um verso que o vestisse definharia sob a roupa
como o esqueleto de uma palavra morta. nenhum poema
podia ser o chão a sua casa.

Maria do Rosário Pedreira

75 Comments:

Blogger Emilio de Sousa said...

Belo de amor transbordante e incontido que contempla o que há de melhor e de pior entre dois seres. Gosto.Beijinhos

6:22 da tarde  
Blogger Carmem L Vilanova said...

É doce e suave a forma como te referes ao amor, ao mesmo tempo em que é forte e firme, como algo que é realmente vivo dentro de ti, como é dentro de mim. Eu dedicaria este poema ao grande amor da minha vida, ao meu melhor amigo, meu esposo, que possui uma das mais lindas e nobres almas que eu já tive o merecimento de conhecer, ou melhor, de reconhecer, pois as almas alvas, como dizes em teu poema, nao se conhecem, se re-conhecem. Eu nao te conheço, mas também reconheço em ti esta nobreza, e agradeço a oportunidade de poder ler e saber de ti através de teus comentários e escritos.
Beijos e um lindo dia para ti!
Carmem Lúcia Vilanova

6:23 da tarde  
Blogger Nilson Barcelli said...

Não conhecia as tuas cumplicidades.
Mas gostei do pouco que vi.
As poesias, os textos, as fotografias, etc., constituem um conjunto harmonioso de excelente nível. Parabéns pelo teu trabalho. Voltarei cá, por certo.

6:31 da tarde  
Blogger pipetobacco said...

{ … gosto deste sentido*narrado sempre por ti querido*amado © o5elemento … }
{ … deixo-te algo parecido*sentido:

[vivo no choro]
vivo no choro do tempo
recordando-me de passados
em carícias e ternuras
que me soldaram o amor por ti.
choro lágrimas passadas como punhais,
rasgando corações perdidos.
vivo no choro do tempo,
recordando-me de prazeres
agora levados no vazio.
penso em ti, vivendo sonhos
impossíveis que acabam
no agora.
© biquinha

...}{ beijos* }

6:45 da tarde  
Blogger frog said...

Belissimo! Arrebatador!...Este texto desperta-nos uma multiplicidade de sensações que estremecem. Revela-nos uma dimensão que dificilmente se alcança. Suscita-nos o desejo de sentir nos lábios o sabor único dessa secreta urgência, desvendar a matéria efervescente de segredos que neles de escondem... Que amo eu em ti?!...

Deixo-te umma rosa ( rubra)

6:56 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

o teu amor. não cabe num poema. só. o teu amor. nunca há-de caber num poema. nem numa canção. nem num dia de sol. a esmorecer. nem numa tarde fria de outono. nem numa vida. porque o teu amor. não é só teu. não te pertence exclusivamente. não é uma questão de vida. ligada a uma única corrente. o teu amor. não me parece caber em lado nenhum. senão em todo o lado.

abraço. maria.

o amor. é assim. em alguns de nós.

João

os dias das noites

7:28 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Maria um dos teus mais belos posts, embora ninguém seja de ninguém:)beijos* wind

8:38 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Oi linda! Há dias assim, em que o amor não cabe dentro de nós e por mais que expressamos, ainda não é possivel descrevê-lo. Por isso precisamos tanto da escrita de todas as horas e de todos os dias.
És carinhosa e amável, nos teus comentários, agradeço todo carinho e esta amizade que é tão espontânea e verdadeira.
Beijo-te Maria. Fica bem, querida e desejo-te uma boa noite tb.
Anne

10:43 da tarde  
Blogger polittikus said...

Sem palavras... é denso e privado este poema. Calo-me por respeito.

10:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Oi Maria, às vezes comento e esqueço de escrever meu nome. Reconheces meus comentários? O dos =^.^= foi meu kkkkkk. e outros tb. Tenho vindo sempre.
Um beijinho Anne

10:48 da tarde  
Blogger JPD said...

Muitíssimo equilibrado este teu post.
Ainda bem que as questões do amor são eternas e inesgotáveis.
O confronto com a Rosário Pedreira é muito interessante.
Bjs

11:07 da tarde  
Blogger lique said...

Maria, minha querida, com que belas palavras tu cantas o teu amor. "Que amo eu em ti?" Nunca se sabe, ao certo. E depois, Maria do Rosário Pedreira que eu adoro, simplesmente. Inspiraste esta noite de chuva. beijinhos

11:17 da tarde  
Blogger CAP said...

Quando o Amor é maior, não cabe nunca num poema só. Difícil é abarcá-lo todo.

[Já tenho o painel pub, se quiseres ;)]
Beijos.

11:18 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

O que eu queria dizer não cabe num comentário... e daí inútil a agitação dos dedos no teclado :)
xc

11:28 da tarde  
Blogger amita said...

Excelente, Maria. Muito boa a junção dos dois poemas. Fiquei encantada por voltar aqui. Tudo de bom,minha amiga. Bjinhos

12:18 da manhã  
Blogger Poemas de amor e dor said...

Maria mais uma vez obrigado pelo teu comentário.
Tu que me conheces sabes que se a poesia escrevo devo isso à minha companheira que ontem fez anos.
Sabes que foi ela que me incentivou a divulgar a poesia que não lhe fiz e aquela que lhe dediquei.
O poema que lhe escrevi foi ao sabor da pena porque tenho andado atarefado num curso.
Mando-te um poema que lhe escrevi, que ela guardou e já não me lembrava:
Bety
Janela minha
Sol penetrante o teu
Nas horas certas
No sol radiante, meu!
Rogério Simões

12:21 da manhã  
Blogger rfarinha said...

O amor não cabe num poema... como pode ele caber, se uma alma já não lhe chega de refúgio? ;) bjs

2:08 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Não cabe não Maria. O amor de tão enigmático e misterioso, de tão belo e encantador... não cabe não num poema... O amor, tal como outros sentimentos fortes e desconcertantes, pertencem a cada UM... são um monte de "coisinhas" e só quem os sente, os vive, é que sabe percebê-los, sem nunca saber o que são! Beijo grande pra ti.

In Loko

6:31 da manhã  
Blogger Marta said...

Só o amor provoca coisas lindas assim, como o poema. Bj

9:19 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

com as palavras apenas conseguimos exprimir um pouco do que amamos, porque a dimensão de um verdadeiro amor não se mede nas palavras, mas mede-se no sentimento que temos, e esse sentimento por vezes não se consegue exprimir por palavras mas apenas por nós.

paulo povoa
http://frasesepoemas.blogs.sapo.pt

9:45 da manhã  
Blogger Vera Cymbron said...

Um dos poemas mais belos que já li! Parabéns...Eu juro que vou escrever-me para tu leres-me de vez enquando...
No fundo tu a que devias jurar, a escrever assim tenho que ter uma jura tua! Sinto-me um átomo perto do teu mundo...

9:59 da manhã  
Blogger almaro said...

Maria: sinto as tuas visitas mesmo no silêncio dos nossos olhares. Dias há que mergulho nas cores, outros que sou atirado para o meio de uma tempestade. Continuo o meu caminho, vezes muitas, só. O teu interrogar, o teu preocupar é uma espécie de abraço que não me deixa naufragar…
um beijo,

11:08 da manhã  
Blogger Amadeu Raimim said...

Que amo eu em ti? Isto e aquilo, tudo e nada.
Porque te amo? O amor não se explica. Sente-se, vê-se, vive-se.
Um beijo :*

11:19 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

faço minhas as palavras de xc, não cabe mesmo...
um beijo pela mulher que és
PLH

11:57 da manhã  
Blogger tartaruga said...

o amor é algo maior... só tem espaços em espaços infintos e grandiosos... não cabe em palavras... não se ouve, não se diz... porque não existe linguagem capaz de o abarcar... só é legível no espaço e na linguagem da alma e do coração! ;) beijinhos grandes Maria :)

12:19 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Acabaste por dar uma pista sobre o objecto do teu grande amor: tem cabelo negro!

12:51 da tarde  
Blogger zakina limioska said...

Olá Maria, parece que tu também foste musa inspiradora do Luis Ene! :) Parabéns!

2:25 da tarde  
Blogger PARTILHAS said...

Doce Maria,
O meu Amor, está tão desiludido hoje que os teus poemas são grandes demais para ele.

Beijos minha linda.

4:00 da tarde  
Blogger MWoman said...

O teu amor não cabe mesmo num poema...por muito que escrevas, ele parece não se esgotar...beijos, Maria e votos de uma boa noite.

9:45 da tarde  
Blogger nobody said...

Bela declaração/confissão!

10:14 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Gostei DEMAIS...quantas vezes gostaria de saber comunicar assim, Maria!

10:32 da tarde  
Blogger folhasdemim said...

O teu amor é o verdadeiro amor. O amor incondicional. Que se veste de todas as cores, formas e feitios. Que existe simplesmente. Mais um poema arrebatador Maria. Beijinhos grandes, Betty

11:28 da tarde  
Blogger Gilda said...

Nem se as letras que preenchessem todo o oceano seriam sequer suficientes para descrever o meu amor... beijinho

1:38 da manhã  
Blogger maat said...

belíssimos textos.
um beijo.
dia bom.

9:27 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Isto não é normal... não pode ser normal... há poemas que se dirigem às pessoas que queremos Amar, mas se não nos respeitam e por isso, não são merecedoras do nosso Amor.
Beijinhos

Susana

9:29 da manhã  
Blogger Márcia Maia said...

e que amor verdadeiro cabe inteiro num poema?
beijo.

1:42 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Emilio: Obrigada pelas suas palavras. Um beijo

3:13 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Lucia Vilanova: Sim o amor que eu vivo, que eu sinto é profundo e suave. Nem imagina o quanto feliz eu fico por lhe saber um amor assim. Sim condordo, as almas não se conhecem reconhecem-se, e amam-se nesse reconhecimento. Eu é que agradeço a oportunidade de a conhecer. O meu muito obrigada por essa oportunidade e por todas as palavras que me dedica! Um beijo grande!

3:18 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Nilson: Muito obrigada pela visita e palavras. É um prazer receber-te aqui no meu canto!

3:21 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Pipetobacco: Obrigada pelas belas palavras que me deixas. São lindas, como tudo o que escreves! Um beijo

3:22 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Albino: Este amor revela o aceitar de tudo o que constitui o outro, as suas imperfeições e qualidades. Se não for assim, não é com toda a certeza amor... Beijos

3:24 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

João: E é mesmo assim quando verdadeiramente sentido, não cabe num poema, não cabe em nada, mas cabe em todo o lado. Sobeja em nós... Um beijo

3:26 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Wind amiga: Estas palavras não falam em posse, ninguém é de ninguém sim! Este amor vive-se em liberdade, em silêncio... Beijos

3:28 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Querida Anne: O amor não cabe nas palavras, em nós. E por muito que se escreva sobre ele, fica sempre tanto por dizer... Mas quando as palavras falham, o olhar, os gesto falam por cada uma delas, as não ditas, as escritas, as por inventar! Um beijo enorme minha doce menina!

3:31 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Polittikus amigo: Um beijo

3:33 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

JPD: que nunca se perca a capacidade de amar. Beijos

3:36 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Cap. Essa é uma dificuldade diliciosa!
( agradeço pelo painel, esperava ansiosamente por ele ;) ) Beijos

3:53 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

XC: Amigo, um beijo!

3:54 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Amita: Muito obrigada, tudo de bom também para ti amiga! Beijos

3:55 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Lique amiga: é o todo! Também eu adoro a Maria do Rosário Pedreira, é simplsmente magnifica! Um beijo enorme para ti!

3:57 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Rogério meu amigo: É tão bom poder partilhar desse amor que sei tão imenso, e tão belo! Agradeço-te essa partilha! Um beijo para ti e para a Bety!

3:59 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Ridufa: Quando ele é acolhido e partilhado por duas almas, é a perfeição! Beijos

4:02 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

In Loko amigo: É exactamente assim, sem duvida! Um beijo

4:03 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Marta: Um beijo

4:04 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Paulo: Assim é... No entanto faz bem falar, escrever, desnha-lo.. mesmo que se fique sempre aquem... Beijos

4:05 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Blue: Juremos as duas então! Um beijo grande

4:07 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Almaro: Nunca caminhamos sós. Ao nosso lado caminham os que nos querem bem, mesmo que permanecam no silêncio, mesmo que se afastem para que possamos caminhar livres. As tempestades fazem parte do nosso dia a dia, e depois delas o sol brilha sempre mais intenso, e a nossa capacidade de o apreciar é maior também... Um abraço

4:24 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Amadeu: Sim. Vive-se, sente-se, partilha-se. Beijos

4:25 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

PLH: Um beijo enorme para ti amiga!

4:26 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Tartaruga: Uma definição perfeita! Que bom é saber que assim o vives e sentes! Um beijo grande, amiga!

4:32 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

In-quietude: Musa??? Não.. Mas sinto-me honrada pelas belas palavras que lhe inspirei (segundo as suas palavras) Um beijo

4:36 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Partilhas, minha querida, dias há que assim é... Deixo-te um abraço enorme... Beijos muitos

4:40 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

MWoman: Mas ele não se esgota, e quanto mais damos, mais ele cresce em nos.. Beijos

4:59 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Nobody: Obrigada. Um beijo

5:01 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

BlueShell: Obrigada. Eu sei que consegues sim, basta ler-te. Um beijo

5:02 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Betty: O meu amor, e o de todos que o vivem e sentem... Beijos

5:03 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Gilda: Porque é imenso... Beijos

5:04 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Maat: Obrigada. Continuação de um dia muito feliz! Beijos

5:05 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Susana: Pudessemos nós escolher a quem amar, pudessemos nós e quando percebemos que não é por ali o caminho, quando ele nos fere, simplesmente matar o amor que há em nós.. Mas infelizmente ele é indiferente à nossa vontade, não é? Mas acredito que o tempo ajuda, suaviza, e quem sabe liberta... Um beijo

5:09 da tarde  
Blogger Maria Branco said...

Marcia: Quando cabe, é pequenino... Beijos

5:10 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Maria Branco:

certa feita, com amigos poetas, discorríamos, tolice das tolices, sobre “o maior poeta”, “o melhor poema”. Ali, naquele preciso instante, pensei e já fui colocando pra fora:
- O maior poeta não é poeta, é poetisa, minha Mãe. E o melhor poema, o mais lindo, o mais sentido – e também o mais curto -, ela o fez (porque Mamãe já se foi... foi?!) e o repetia constantemente, sem disso se aperceber. Todas as vezes que dizia “Filho!”, e nesse chamamento, cada vez que o fazia, entonações diferentes: ternura, irritação, preocupação... Só algo, nunca mudava: o amor, de que tal chamamento se achava impregnado.
Realmente, o amor não cabe num poema, ele transborda!... Mas, cá pra nós, hoje, quando penso em meus filhos, acho que se o amor não cabe num poema, cabe num verso - que aprendi com Mamãe!
batista filho

12:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Maria Branco:

certa feita, com amigos poetas, discorríamos, tolice das tolices, sobre “o maior poeta”, “o melhor poema”. Ali, naquele preciso instante, pensei e já fui colocando pra fora:
- O maior poeta não é poeta, é poetisa, minha Mãe. E o melhor poema, o mais lindo, o mais sentido – e também o mais curto -, ela o fez (porque Mamãe já se foi... foi?!) e o repetia constantemente, sem disso se aperceber. Todas as vezes que dizia “Filho!”, e nesse chamamento, cada vez que o fazia, entonações diferentes: ternura, irritação, preocupação... Só algo, nunca mudava: o amor, de que tal chamamento se achava impregnado.
Realmente, o amor não cabe num poema, ele transborda!... Mas, cá pra nós, hoje, quando penso em meus filhos, acho que se o amor não cabe num poema, cabe num verso - que aprendi com Mamãe!
batista filho

12:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Em tempo: "pesquei" o seu endereço no sítio Palavas de Algodão. Estou adorando o versejar contemporâneo d'além mar. Parabéns. batista filho

12:58 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Desculpe. Sem querer, reenviei a mensagem. bf

1:02 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Desculpe. Sem querer, reenviei a mensagem. bf

1:02 da tarde  

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